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Por uma vida menos ordinária...


É muito fácil se deixar usar... É muito fácil se entregar à frieza do mundo. É muito fácil ser treinado pra não sentir nada. É muito fácil perder a ternura. É muito fácil se iludir com uma falsa liberdade e se prender cada vez mais e mais justamente à solidão e à superficialidade. Seria bom se tudo pudesse simplesmente virar bolha de sabão... A gente entrega o corpo e quase toda a mente e se refugia em algum lugar menos frio e menos escuro pra superar a dor.
Não sei mais onde foi que eu esqueci o meu coração. Tomara que quem achar me devolva logo, antes que eu bloqueie o chip e não deixe mais ninguém acessar.
Eu queria que ninguém tivesse medo de viver, de sentir, de se entregar. Ninguém devia ter medo de ficar horas olhando dentro dos olhos de outra pessoa, ninguém devia ter medo de se perder no meio de um olhar ou um beijo.
Pra vida ser linda e valer a pena... A gente precisa de sentar de quando em quando à beira do poço que existe na nossa mente e pescar de lá os sentimentos que nos fizeram sorrir.
Pra que fazer coisas que magoam quem a gente ama ou quem ama a gente só pra provar o que quer que seja, ou só pra testar o outro? Eu queria pedir desculpas por todas as vezes que fiz isso. Sei que ainda faço, e logo depois já me arrependo. E da mesma forma se que fazem isso comigo o tempo todo todo todo, da mesma forma. Por isso, além de pedir desculpas eu tb queria dizer que me dói muito ver qualquer coisa morrer dentro da gente só por causa do orgulho ou da ilusão do poder, ou sejá lá o que for... E queria tb juntar coragem pra não deixar as pessoas me magoarem desse jeito. Quero ter mais coragem pra pedir "por favor, não faça assim...". Quero ter audácia de ser feliz.


"Deixa em paz meu coração, que ele é um pote até aqui de mágoa" Chico Buarque

Escrito por Anaestrel às 23:21:40
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Glory Box. Portishead. Narguilé de maçã.


A gente inventou um monte de conceito pra tentar se encontrar nessa coisa imensa q é o tudo.
Uma dessas coisas, p. ex., é o conceito de individualidade. O tal do EU.
Isso não passa de uma invenção nossa pra aceitar melhor essa sensação esmagadora diante da existência, tanto q nem todas as pessoas se baseiam nesse conceito pra sobreviver. Alguns povos orientais, p. ex., não tem esse conceito. Nem todo ser humano precisa definir o que é o EU. (Nem o MEU)
Outra dessas coisas é o tempo. Pra organizar nosso entendimento do mundo a gente precisou inventar o antes, o agora e o depois.
Afinal, tudo isso tem que ter vindo de algum lugar, CERTO?
E se a gente tentasse abstrair um pouquinho mais e tentasse conceber a idéia do tudo? Aquele tal de ÔM... ÔM é só uma palavrinha em Sânscrito. Usada pra denominar o TUDO. O tudo é aquilo que veio primeiro. O tudo é o que abrange o Tudo, o nada, o antes, o agora, o depois... A mosca da sopa, o dente do tubarão, os olhos do cego... E por aí vai.
Uma teoria legal sobre o início do “mundo” é a Teoria do Big bang. Toda a matéria que existe hj no universo concentrada em um único ponto. Um ponto que define infinitas retas. E depois que esse ponto infinitamente pequeno chegou ao fim da sua infinita pequenez, não agüentou mais e explodiu. Aí tudo se dividiu em partículas que se expandiram numa velocidade impressionante. E essas partículas estão se expandindo até hj. O mais engraçado (na verdade, eu diria “ o mais bonito”) é que essas partículas, ao mesmo tempo que se expandem e se afastam, se atraem por uma força inexplicável, q a gente chamou de gravidade.
Dizem que o que faz esse movimento de expansão continuar existindo é uma outra força chamada inércia. Inércia é a tendência de uma coisa que está em movimento continuar em movimento.
Alguns físicos observaram que a cada unidade de TEMPO que PASSA, essa velocidade de expansão aumenta. (Mais movimento dividido pelo tal do TEMPO). E alguns acham que, qdo a gravidade for maior que a força centrípeta que afasta os corpos celestes, a atração vai ser maior que a expansão. Então o TUDO, que antes existia num ESPAÇO infinitamente pequeno e que depois começou a expandir, teoricamente vai começar a se retrair. E com a atração maior que a repulsão, quem sabe um dia o TUDO volte ao seu lugar de origem... E quem sabe então, quando não houver mais como essas partículas infinitamente pequenas do TUDO se atraírem, elas sejam repelidas novamente? Sabe lá qtas vezes esse tudo não passou por essa brincadeira de expansão, retração, expansão, retração...
Isso me faz pensar num outro conceito. O do SAMSARA. A concepção de que o TUDO sempre obedece um ciclo. Coisas que sempre se repetem. O ETERNO RETORNO, do querido Nietzsche. Estamos condenados a essas leis? Então como é que a gente conquista nossa liberdade de fato?
Pensemos ainda no seguinte. Se o TUDO já tiver estado, em algum momento do PASSADO (Se essa coisa de ciclo, de eterno retorno, for mesmo VERDADE, Então esse momento de concentração do TODO num único ponto aconteceu e acontece no passado, no presente e no futuro, existindo infinitamente) concentrado em um só ESPAÇO, cada partícula infinitamente pequena desse todo que se expandiu e até hj se expande, se combina, se altera... Cada uma contém o TUDO em si, o DNA...
E esse TUDO é bem grande. Se a gente for pensar em apenas 3 dimensões desse tudo (as 3 primeiras, que definem o espaço), ainda assim o tudo é incomensuravelmente grande. Por exemplo: a luz percorre 300.000 Km/s2. São 18.000.000 Km em um minuto. A imagem de Plutão demora 5h pra chegar até os olhos de um astrônomo na Terra. 5 horas são 5.400.000.000 Km. A nossa pequenina galáxia tem 90.000 anos luz de largura, 839.808.000.000.000.000 Km. Sim, ela compreende uma pequena parte do universo. Calcula-se que existam cerca de 100.000.000.000 de Galáxias no universo. Da mesma forma, no séc. XVIII, muitos brancos achavam que negros não tinham alma. (Qtas formas há de se montar um LEGO?) Começamos a estudar nossa história de 2.000 anos pra cá. E, no entanto, qdo olhamos Andrômeda no céu, p. ex., estamos vendo uma nebulosa como existia há 2.000.000 de anos atrás. Somem-se a essas 3 dimensões mais a dimensão do tal do Tempo. E qtas outras dimensões existirem, independente de serem compreendidas ou não.
É, o ÔM (essa palavrinha tão pequenininha) é bem grande.
Em pensar que a gente é feito de tecidos feito de milhões de células, feitas de milhões de átomos, feitos de sabe-se lá qtas partículas qtas vezes menores.
E todas essas partículas já podem ter existido, em algum lugar do TEMPO, num único lugar! Se tudo tem a mesma origem, somos todos compostos pelas mesmas pecinhas de LEGO. A mesma matéria.
É como se o ÔM existisse em cada uma dessas pecinhas. Como se tudo já tivesse acontecido, como se tudo já tivesse um determinado registro. Como se fosse preciso apenas um código pra acessar esses dados infinitos. Como se dentro de cada um de nós houvesse uma memória ilimitada e uma consciência coletiva.
Morre uma pessoa? Acaba a vida. Acaba o EU. Mas as pecinhas de LEGO usadas na sua composição, essas permanecem no tudo. E qdo o Chico Xavier escreve uma carta com a letra dessa pessoa morta, expondo certos detalhes que só ela sabia, particulares e específicos desse EU que já não EXISTE mais, quem sabe ele não está simplesmente acessando uma parte desses dados que foram registrados no HD do Tudo? Talvez seja esse o atributo do médium: Acessar uma parte da informação. Que já está dentro dele. Que sempre esteve. Dentro de cada partícula. Talvez por ter sempre existido. Algumas pessoas simplesmente desenvolvem canais pra acessar parte desses dados universais. Buscar o Samadhi ou o Nirvana é buscar decodificar todos os dados.
E a gente sente isso. A nossa grande angústia da existência (à qual ninguém escapa) talvez seja justamente por sentir que existe uma coisa incompreensivelmente grande dentro de cada um de nós e que a gente não consegue atingir um grau de abstração suficiente pra enxergar. Dói sentir que a Verdade já está dentro de cada um de nós.
E pq a gente inventa Entes superiores, que dominem essa Verdade? Pq somos fracos. É muito mais fácil conviver com a certeza de que esse conhecimento não pertence a nós e que somos todos criações de algum ser onipresente, onisciente e onipotente. É MUITO MAIS CONFORTÁVEL PENSAR QUE ALGUÉM SABE O QUE ESTÁ FAZENDO E TEM TUDO SOB CONTROLE. Poucos conseguem conviver com a angústia de não acreditar nessas histórias (que foram inventadas há muito menos do que 20.000.000 de anos).
Qdo uma Borboleta bate as asas num determinado LUGAR, pode desencadear um tufão em outro lugar?
Pq qdo Arthur Dent pronunciou uma simples frase a respeito de sua vida num planeta chamado Magrathea, desencadeou uma guerra que devastou, em um ponto bem distante do universo, uma galáxia inteira? E então? Quem é que é Onipotente, onipresente e onisciente? Nós somos onipotentes e onipresentes. E TEMOS MEDO DE SER ONISCIENTES.
Pq usamos apenas 10% da nossa cabeça animal???
Apesar de existir tanta gente que simplesmente aceita que nunca vai alcançar essa verdade, esses dados, esse tudo exterior, existe gente que sente, mesmo sem saber por que, que A VERDADE ESTÁ AQUI DENTRO. Tem gente que não pára de pensar pra tentar conceber esse TUDO. E pq tem gente que tenta parar de pensar pra atingir o Nirvana? O Samadhi? Qual será o caminho pra se conectar com o TUDO? O caminho do meio? Como alcançar esse nível de abstração, como alcançar esse grau de auto conhecimento, de percepção, de consciência? Como se libertar desse ciclo e compreender o TODO? Como sair da CAVERNA???
Quais outros conceitos a gente já inventou? Deus? Acho que o TEMPO foi uma invenção muito mais difícil de superar do que DEUS... Questionar a existência de um velhinho de barbas brancas sentado lá no céu (Afinal de contas, ALGUÉM tem q ter criado isso tudo, ALGUÉM tem q estar pilotando a nave) é muito fácil...


Escrito por Anaestrel às 23:29:14
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